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id da página: 6175 Schelling – Filosofia da Mitologia

Filosofia da Mitologia

Schelling — FILOSOFIA DA MITOLOGIA (Livro II)

SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Philosophie de la mythologie. Tradução: Alain Pernet. Grenoble: J. Millon, 1994. VIDE: Alguns extratos de e sobre Schelling

LIÇÃO SETE

  • Observações preliminares sobre a filosofia da mitologia
  • O ponto de partida da análise: a possibilidade de uma alteração do homem
  • As expressões correspondentes a essa possibilidade na mitologia: as noções de Nêmesis, de Ápate (Māyā), o conceito de tentação

LIÇÃO OITO

  • A alteração efetiva do homem como Arque-Acaso (Fortuna primigênia)
  • Os traços desse evento na mitologia posterior
  • A figura de Perséfone
  • A primeira condição de Perséfone, comparada à estadia no paraíso
  • A dualidade em Perséfone segundo os filósofos antigos, em particular os Pitagóricos
  • Descrição dessa transição de Perséfone nos Mistérios
  • Consequências objetivas da reativação de B pelo homem: estabelecimento do politeísmo sucessivo

LIÇÃO NOVE

  • Irrupção do processo na consciência humana
  • Primeiro momento: o princípio posto no homem como unilateral (B) resiste ao seu superamento pelo poder superior (A²)
  • Produto desse momento: a religião astral ou o Sabismo sob sua primeira figura
  • O fenômeno concomitante dessa religião primitiva: a vida nômade na humanidade primeva – inseparável
  • O conceito dos deuses formais

LIÇÃO DEZ

  • Transição para o momento seguinte
  • A natureza desse momento: o princípio (B) se materializa, torna-se periférico e aparece como a base relativamente espiritual do Deus (o que gera o Deus)
  • Donde a transição para as divindades femininas
  • O culto de Urania entre os Persas junta-se ao Sabismo – já ligado à veneração dos elementos – (Heródoto: I, 131)
  • Mitra, Mylitta, Astarte equivalentes a Urania
  • Etimologia desses nomes
  • A virada da mitologia com Urania, comparada ao momento correspondente da formação da natureza
  • O elemento úmido, representante desse momento

LIÇÃO ONZE

  • A religião persa, como fixada no momento da primeira materialização
  • Onde se explica a relação entre Mitra e Mithra
  • Dedução da religião de Mithra
  • Explicação do nome de Mithra
  • A relação entre Mithra e a doutrina do Zend
  • O dualismo dessa doutrina
  • Justificação da doutrina de Zardust como produto da noção de Mithra
  • O problema dos Mithriaca
  • Os grandes traços da doutrina de Mithra como reação contra o processo mitológico (comparação com o aparecimento do budismo)

LIÇÃO DOZE

  • O progresso para a polilatria efetiva deve-se:
      1. À transição para o culto decisivo da divindade feminina, que se manifesta:
      • a) No culto babilônico de Mylitta
      • b) Na representação da divindade masculina provida de atributos femininos e inversamente, na troca de trajes entre o homem e a mulher, nos hieródulos etc.
    • As divindades masculino-femininas implicam o conceito de relatividade
      1. Ao aparecimento contemporâneo da deusa e do segundo Deus; este (= Dionísio), ainda todo nela, lhe está assim incorporado: a religião dos Árabes
  • Exegese da passagem de Heródoto: III, 8
  • Explicação dos nomes de Urotal e de Alilat

LIÇÃO TREZE

  • O ponto exato sobre nosso desenvolvimento científico
  • Dedução e resultado: o aparecimento simétrico de divindades masculinas e femininas, sua situação recíproca
  • O curso insensível do processo, reportado ao numen divino que o rege
  • Comparação prévia entre os graus do processo mitológico e os momentos correspondentes da formação da natureza
  • O sofrimento gerado pelo trânsito do primeiro Deus
  • Caracterização mais precisa da situação inicial do segundo Deus, que doravante aparece como autônomo – embora sempre em estado de negação
  • Debate sobre a importância da distinção entre as duas épocas do Deus: a época de sua subordinação e de sua negação, a época de sua reconhecimento como Deus
  • A maneira como esse ponto tem, em suma, sido tratado até aqui na mitologia
  • Por que a primeira operação do segundo Deus é contrariada e desconcertante
  • Marcha simétrica da evolução mitológica e da história da filosofia grega

LIÇÃO QUATORZE

  • Momento de Cronos: a religião dos Fenícios
  • Cronos equivalente à segunda forma de Urano
  • Distinção entre o politeísmo relativamente sucessivo e o politeísmo absolutamente sucessivo
  • Outras discussões sobre a noção de Cronos
  • Interpretações idênticas dessa noção entre os Antigos
  • O primeiro passo para uma representação figurativa
  • Significação desse passo
  • Legitimação do conceito de fetichismo
  • O verdadeiro conceito da idolatria
  • O dilaceramento da consciência nesse momento do processo
  • Sinais exteriores desse estado
  • O conceito de deisidemonia
  • O aparecimento de sacrifícios humanos (de garotos)
  • Rejeição das explicações insuficientes a esse respeito
  • Transição para a explicação efetiva: o problema de um filho de Cronos – o Melkhart dos Fenícios
  • Onde se demonstra que Melkarth é filho de Cronos
  • A personalidade idêntica entre os Etíopes
  • A noção de Melkarth
  • Comparação entre este e o servo de Deus em Isaías
  • Explicação positiva dos sacrifícios de garotos

LIÇÃO QUINZE

  • Episódio do Heracles grego
  • Explicação prévia do Heracles egípcio
  • A relação entre o mito de Heracles e a mitologia grega geral
  • A significação dos Heráclidas
  • A fábula grega de Heracles apresentada segundo seus traços particulares como refundição da representação oriental
  • Retorno à mitologia em seu conjunto

LIÇÃO DEZESSEIS

  • A segunda (e perfeita) materialização (catabole) do princípio real
  • Ela se encontra anunciada pelo Orgiasmo
  • Representante desse progresso: a Mãe Frígia dos deuses: Cibele
  • Etimologia desse nome
  • Momento simétrico na formação da natureza (formação da terra)
  • A pedra caída do céu, ícone de Cibele: da origem dos meteoritos (e das fontes termais)
  • A significação de Cibele, confirmada por seu modo de aparição

LIÇÃO DEZESSETE

  • Momento da coexistência de duas potências ou de dois deuses na consciência: o Osíris-Tífon dos Egípcios
  • Construção de Osíris-Tífon (aspecto teriomórfico dos deuses – momento simétrico da formação dos animais na natureza)
  • Essa construção se encontra atestada pelos enunciados da Antiguidade
  • O mito do dilaceramento
  • A relação que aparece entre deuses, uma vez resolvida a contradição Osíris-Tífon: Osíris é – em virtude da identificação entre Tífon superado e Osíris – soberano do mundo infernal (Hades = a Dioniso)
  • Hórus = ao Osíris ressuscitado = a A³
  • A noção de Hórus segundo Plutarco
  • Hórus criança (= ao Harpócrates grego)

LIÇÃO DEZOITO

  • Conclusão do debate sobre as figuras isoladas da mitologia egípcia
  • A noção de Bubástis
  • Resultado de toda a mitologia egípcia: o triplo Osíris (= à tensão resolvida das potências)
  • Nascimento do monoteísmo na teologia egípcia
  • O caráter desse monoteísmo enquanto aparecido na história explica:
    • a) O sistema calendário
    • b) A veneração de Tífon, parcialmente conservada
  • Os Tifonianos
  • Análise do sistema da teologia egípcia e de sua Tríade: Amon = ao Deus no recolhimento, Ptah = ao Deus em seu momento de expansão, Khnoum = ao Deus da unidade efetivizada
  • A relação entre o nascimento dessa teologia superior e os monumentos egípcios
  • Discussão sobre estes últimos, sobre sua relação com os períodos da história egípcia; das pirâmides em particular

LIÇÃO DEZENOVE

  • Acordo entre nossa dedução da mitologia e das teologias egípcias, e as ordens egípcias de deuses em Heródoto
  • A primeira dessas ordens: os oito deuses mais antigos
  • Discussão particular sobre a relação entre Amon e Pã, depois entre o culto de Pã e o de Ptah
  • O Hermes egípcio como quarta divindade
  • Sua noção
  • Os Livros Herméticos
  • A octade completada pelas divindades femininas correspondentes
  • Entre elas, Hátor e Neith
  • A segunda geração de Heródoto: os doze deuses, apresentados como os deuses da época croniana – esta precedendo o ser especificamente egípcio
  • A terceira ordem de deuses: os deuses do momento propriamente egípcio
  • Explicação do culto egípcio dos animais
  • Derivação do culto de Ápis

LIÇÃO VINTE

  • Transição para a mitologia indiana
  • Justificação do lugar que lhe é atribuído
  • Dedução do momento indiano em sua distinção com o momento egípcio: a dissipação das potências como um dos aspectos do ser indiano
  • Apresentado:
    • a) Na noção de Brâman e de seu desaparecimento fora do culto
    • b) No shivaísmo
    • c) No vishnuísmo
  • Recusa da concepção de um Deus único situado acima das três devatâs
  • Onde se mostra a sucessão exata das três devatâs (Shiva antes de Vishnu), assim como sua conexão lógica, graças à doutrina das três qualidades (triguṇa)
  • A etimologia da Tríade indiana
  • A compreensão que temos dela se encontra confirmada pelos monumentos artísticos
  • Os momentos anteriores do processo mitológico na Índia, representados pelas seitas (shaktas, saivas)
  • Sua relação com o sistema de castas
  • Os deuses materiais da Índia e sua significação

LIÇÃO VINTE E UM

  • Derivação e significação do mito da encarnação
  • As encarnações de Vishnu
  • Análise da outra face da mitologia indiana – o misticismo – em consideração da significação do budismo e da tentativa de explicá-lo pelos sistemas indianos:
      1. O sistema teosófico dos Vedas (Os Vedas: generalidades; suas partes e sua antiguidade – tendo em vista em particular as concepções de Colebrooke. Resultado: os Vedas não são um livro religioso especificamente indiano)
      1. Os sistemas filosóficos da Índia (Mimamsa, Vedanta, Nyaya, Samkhya)

LIÇÃO VINTE E DOIS

    1. A doutrina da Bhagavad-Gita
  • Sua doutrina do Yoga, em relação com a doutrina mística dos Vedas
  • Sua doutrina das três qualidades
  • Explicação positiva do budismo como fenômeno anti-mitológico, correspondente à religião de Mithra, portanto como uma doutrina da unidade não abstrata, mas encerrando em si mesma um dualismo – à semelhança da doutrina do Zend
  • Ausência de relação causal entre o bramanismo e o budismo
  • Parentesco originário entre a Índia antiga e a Pérsia antiga
  • Prova de uma coexistência entre o budismo e o bramanismo na Índia
  • Influência recíproca da mitologia indiana sobre o budismo
  • A doutrina de Māyā é também originariamente budista?
  • Relação possível entre a Mitra triformis e a triguṇaya
  • A influência evidente do budismo sobre a mitologia indiana
  • O proselitismo budista
  • O budismo mongol (lamaico)

LIÇÃO VINTE E TRÊS

  • Transição para a China
  • Definição do problema particular da explicação do ser chinês
  • O princípio originário da religião em sua significação – aqui modificada segundo seu único aspecto formal –, mas operando com a mesma exclusividade
  • Verificação histórica da justeza de nossa dedução:
      1. A partir da noção de Império Chinês, derivado do momento astral – após uma catástrofe
      1. A partir da absolutição e da estabilidade do Império Chinês tal como se apresenta:
      • a) No interior
      • b) No exterior
  • O Imperador – soberano do mundo, no sentido físico também
  • Interpretação do símbolo do Império Chinês (o Dragão)
  • O caráter puramente mundano – assacerdotal – do Imperador chinês e da China

LIÇÃO VINTE E QUATRO

  • O lado absoluto (amitológico) do princípio chinês aparece:
      1. Na língua chinesa – observações sobre a negação por Abel Rémusat da uni-silabicidade da língua chinesa
  • A verdadeira razão da natureza monossilábica da língua chinesa – retorno sobre a língua primordial do gênero humano e a confusão das línguas
  • Recusa de derivar o caráter da língua chinesa a partir de um estado de barbárie (Rémusat)
  • Singularidade da escrita chinesa também – paralelismo entre modos de escrita e línguas
  • A escrita chinesa consequência da língua, e não o inverso (contra Rémusat)
  • A antiguidade dos Chineses – remontando à humanidade (absolutamente) anti-histórica
  • O lugar exato da China na evolução da mitologia
  • Transição para os sistemas religiosos existentes na China:
      1. A doutrina de Confúcio
      1. O sistema de Lao Tsé
      1. O budismo

LIÇÃO VINTE E CINCO

  • Recapitulação
  • Nova caracterização do Indiano
  • A preponderância da alma no Indiano; sua compleição física e a plenitude de alma de sua poesia (Sha-kuntalâ)
  • Outros detalhes sobre o espiritualismo do Indiano, comparado ao materialismo do Egípcio
  • Transição para o momento grego
  • A trilogia das mitologias egípcia, indiana e grega
  • O ponto de partida da mitologia helênica em Cronos
  • Suas afecções (momentos) na consciência grega (Hades, Poseidon, Zeus)
  • Hades e Poseidon em relação de subordinação (de passado) com relação a Zeus
  • A exposição dessa relação na Ilíada
  • Liberdade e necessidade na formação da mitologia helênica
  • Pelasgos e Helenos (Heródoto: II, 52, 53)

LIÇÃO VINTE E SEIS

  • Caráter da mitologia grega como mitologia universal (como sistema teológico)
  • Homero e Hesíodo: a diferença de sua situação em relação à mitologia grega
  • Primeira noção da Teogonia: o Caos
  • A noção simétrica à do Caos: o Jano da mitologia itálica antiga (ligação desta última com a mitologia helênica; observações sobre as mitologias germânica antiga e escandinava)
  • Dedução da noção de Caos e demonstração de que ele tem um conteúdo idêntico na figura (o símbolo) de Jano
  • Os testemunhos antigos sobre a significação de Jano como unidade originária
  • O templo de Jano em Roma
  • Quirino = a Jano (o início da história romana. Niebuhr)
  • O testemunho de Ovídio
  • Etimologia de Jano
  • Derivação de Buttmann

LIÇÃO VINTE E SETE

  • A primeira período da Teogonia:
      1. Momento de Geia sendo para si = ao momento da primeira materialização do princípio originário, = ao momento do Sabismo ainda amitológico
      1. Momento da primeira fundação do mitológico: os filhos de Géia e de Urano:
      • a) Os Titãs
      • b) Os Ciclopes; seu estado de potencialidade
  • A genealogia dos filhos da Noite como episódio filosófico da Teogonia
  • Transição da Teogonia à época mitológica
  • A época de Cronos = ao momento do nascimento da mitologia grega
  • As divindades femininas correspondentes aos três filhos de Cronos: Hestia, Deméter, Hera
  • Héstia, Deméter e Perséfone, em sua relação recíproca
  • A significação do rapto de Perséfone
  • A fronteira entre exotérico e esotérico na mitologia grega
  • Fim e conteúdo dos Mistérios
  • Crítica das representações que se fizeram até aqui de Deméter e de Perséfone
  • A explicação dos Mistérios por Paulo
  • Como exotérico e esotérico se condicionam mutuamente na mitologia grega

LIÇÃO VINTE E OITO

  • Diferença qualitativa entre o caráter da religião grega e o das religiões anteriores
  • A origem supostamente pós-homérica dos Mistérios e a significação de Homero
  • A compleição dos deuses homéricos
  • O primeiro temor na arte grega de representar deuses antropomórficos (os graus da arte plástica entre os Gregos)
  • Explicação desse temor, e considerações gerais sobre a arte antiga e a arte moderna

LIÇÃO VINTE E NOVE

  • Relação entre o mundo grego dos deuses em seu conjunto, e Zeus
  • Em que medida certos deuses da mitologia grega aparecem a princípio como formais, para vir tomar lugar ulteriormente entre os deuses materiais (Ares, Hefesto)
  • A noção de Atena = à Perséfone restaurada, portanto à tritogéneia
  • Noção de Hermes
  • O caráter particular de duas divindades: Apolo e Ártemis
  • Como admitir igualmente autênticas invenções no seio da mitologia grega
  • Observações gerais sobre a filosofia da mitologia
  • Reflexão final